SAÚDE
Chip da Beleza: O polêmico implante hormonal manipulado
São 10 minutos de procedimento, com anestesia local e aplicação subcutânea logo acima dos glúteos de um tubinho de silicone do tamanho de um fósforo ou um alpiste.
Implante hormonal é um assunto atual que levanta polêmica. Saiba sobre.
A preocupação é hormônios demais sem necessidade, apenas por beleza. (Foto: Shutterstock)

Por cerca de R$ 4 mil pela aplicação do implante hormonal, muitas mulheres vêm buscando este contraceptivo para resultados estéticos e não de saúde, o que vem preocupando a classe médica.  O próprio apelido ‘chip da beleza’ ajuda a desvirtuar o uso desta alternativa no lugar dos métodos contraceptivos já conhecidos como pílula anticoncepcional ou DIU (Dispositivo Intrauterino).

“É muito sedutor. A palavra chip, sendo que não é um chip mesmo, dá um tom de modernidade e a beleza é uma busca das pessoas hoje”, afirma o presidente da Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia). Entre os efeitos do implante hormonal, algumas usuárias relatam o fim da menstruação junto com as indesejadas cólicas e da Tensão Pré-Menstrual (TPM), mas não para por aí! O que estaria atraindo mesmo as mulheres são as possibilidades de: redução da celulite, melhora a pele e o cabelo, perda de gordura, além do ganho de músculos e disposição física.

Seria assim para todas as mulheres? Não! O correto é procurar orientação ginecológica antes de apostar no implante hormonal que, de 10 anos para cá, vem ganhando cada vez mais adeptas. Ele é contraindicado para pessoas obesas, com hipertensão e tendência à acne. Entre os possíveis efeitos colaterais, estão: aumento de pelos, acne e do colesterol, engrossamento da voz, mudança no clitóris, além do risco de queda de cabelo. Outro alerta para mulheres sedentárias é a chance de ganho de peso. Sem a prática regular de exercícios físicos e uma dieta saudável equilibrada, a liberação diária e contínua de hormônios pode causar reações adversas.

O prazo de validade do implante hormonal no formato de um palito de fósforo é de três anos dentro do corpo, enquanto que o de formato em alpiste (que não precisa de anestesia) dura apenas seis meses. Caso você tenha curiosidade sobre, veja quais hormônios são regulamentados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e converse com médicos que acompanham a sua saúde. Para o implante hormonal (que pode ser com apenas um tipo de hormônio ou uma combinação mais complexa), todo cuidado é pouco.

A dosagem de hormônios precisa ser compatível com a real necessidade da mulher. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) deixa claro que é contra o uso de hormônios em pessoas que não apresentam deficiências hormonais, devido aos efeitos adversos que isso pode gerar.

Ao jornal O Globo, o vice-presidente da SBEM Alexandre Hohl declarou: “Quando o paciente tem falta de hormônio, a gente dá. Quando tem em excesso, a gente tira. É nisso que consiste o tratamento hormonal. Se passarmos a usar hormônios com um objetivo estético, partimos de uma premissa errada e perigosa”.

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