LOVE
Crush de Carnaval! O que a ciência diz sobre a química do amor
Existem várias substâncias neuroquímicas envolvidas na atração, no amor e apego. O Mais Mulher quis compartilhar com você esse artigo maravilhoso sobre.
O que acontece quimicamente na gente quando amamos? (Foto: Pexels)

Existem várias substâncias químicas em nosso corpo e cérebro, incluindo hormônios e neurotransmissores, que compõem a sensação neuroquímica do amor. Há duas partes principais do amor, que são: atração e fixação. Cada uma delas envolve um “cocktail químico.”

Que áreas do cérebro estão envolvidas no amor?

O cérebro é dividido em hemisférios esquerdo e direito, tendo cada um funções diferentes. O hemisfério direito é responsável por sentimentos, criatividade, imaginação e pensamento holístico. O hemisfério esquerdo é responsável pela lógica, raciocínio, planejamento e pensamento analítico. Afirma-se dentro da ciência que o hemisfério direito é a área do amor.

Sabemos por estudos de imagem cerebral que duas principais áreas do cérebro se tornam ativas quando alguém experimenta o amor romântico. Os focos na ínsula média (também associado com o instinto) e o córtex cingulado anterior que produz sentimentos de euforia.

Juntas, essas áreas do cérebro são responsáveis por fazer que a sensação de estar amando seja uma coisa muito feliz e natural.

Antes do amor, são outras áreas do cérebro, tais como o núcleo caudado e as áreas ventral tegmental, que  estão ativas. Estas áreas são inundadas com a dopamina, também conhecida como a “droga do amor”.

Que produtos químicos do cérebro estão envolvidos na atração?

Os estágios iniciais de amor estão cheios de paixão, luxúria e desejo. A luxúria é regulada pelos nosso hormônios sexuais primários, estrogênio e testosterona. O desejo envolve nosso corpo inteiro, já que contém uma descarga de adrenalina (epinefrina), as mesmas substâncias químicas envolvidas em uma luta ou fuga. As reações fisiológicas similares são: o aumento da frequência cardíaca e o estado de alerta. As pupilas ficam dilatadas e as glândulas sudoríparas são estimuladas.

Ao experimentar o amor romântico, há um aumento em três neurotransmissores centrais: serotonina, dopamina e norepinefrina. Surtos de serotonina influenciam sentimentos de paixão. A dopamina é liberada também. O que influencia a integração de emoção e pensamento. Ela também estimula o hipotálamo para liberação de hormônios sexuais. É desencadeada por excitação, novidade e riscos. Dopamina e norepinefrina também produzem sentimentos de euforia e dependência.

E na sequência?

Após o estágio “apaixonados”, as pessoas ficam mais relaxadas e confortáveis na presença de seu parceiro. Quando o relacionamento tem mais estabilidade, outros produtos químicos cerebrais, como a oxitocina e vasopressina, começam a assumir.

Oxitocina, também chamado de “hormônio do aconchego,” é lançado após o sexo e afeto físico. Ele está envolvido em sentimentos de proximidade e intimidade. A oxitocina é liberada através do toque, como beijar, acariciar, e abraçar. Ele também é liberado através da fala do parceiro. Por isso a comunicação é fundamental para o sucesso de um relacionamento a longo prazo. Na verdade, a oxitocina é fundamental para sustentar ligações românticas ao longo da vida.

Vasopressina, também conhecido como o “hormônio da monogamia”, influencia casais de serem fiéis um ao outro. Estudos em animais demonstraram que a inibição de vasopressina causa casais menos dedicados um ao outro.

Não há dúvida de que o amor é uma emoção biologicamente acionada. A mistura desses diferentes produtos químicos varia dependendo de qual fase o relacionamento está. O sentir-se bem, com a serotonina e dopamina, domina as fases anteriores ao amor. As etapas posteriores do amor mais profundo, dentro de um relacionamento, são caracterizadas por ligação, intimidade e muitas vezes monogamia. Neste estágio, o cérebro libera oxitocina e vasopressina. Podemos concluir da ciência que o amor não é um mistério, afinal temos um monte de informações sobre como os relacionamentos duradouros e profundamente amorosos são sustentados.

Artigo de Marni Feuerman, especialista em Relacionamentos.

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