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Conteúdo pornô? Yes! Yes! Yes! Mas com muita moderação, please
Sem uma educação sexual de base, conteúdo pornô online pode gerar dependência e problemas sexuais graves. O alerta é de especialistas em sexualidade.

Segundo a revista The Week, 12% dos web sites são de temática pornô e, a cada dia, surgem novos 266 sites na mesma linha. Somente nos Estados Unidos, essa indústria do cyber pornô gira o equivalente a 7 bilhões de reais por ano. Estes dados são de 2014.

Enquanto a oferta de conteúdo pornô gratuito não para de crescer, especialistas em sexualidade notam um aumento de casos de jovens com disfunções sexuais nos consultórios. A relação entre estes dois fatos ainda não é conclusiva, entretanto os especialistas alertam para a dependência e as consequências que a pornografia online pode causar. Em 2012, o Journal of Adolescent Health já destacava a disfunção erétil presente entre 30% dos jovens de 18 a 25 anos.

Os especialistas em sexualidade afirmam que os jovens são mais suscetíveis a desenvolver dependência em conteúdo pornô online e na masturbação. Entre as grandes preocupações de estudiosos, estão a perda do desejo sexual na vida real e outras disfunções sexuais como falta de ejaculação e ereção. O conteúdo pornô que é oferecido tem padrões irreais (posições, corpos e performances sexuais que fogem da realidade da maioria das pessoas), o que pode gerar isolamento e insatisfação nos relacionamentos, queixas cada vez mais comuns nos consultórios.

O papo aqui não é nem um pouco careta ou puritano (ok?). A questão é que a facilidade de acesso à pornografia não vem acompanhada por iniciativas de educação sexual entre os jovens. Ou seja, a base sexual e todos os temas que poderiam ser discutidos sobre sexualidade estão perdendo espaço para a pornografia online.

Especialistas ressaltam que nem todos os jovens conectados correm risco de tornarem-se dependentes de pornografia. Mas é bom estar de olho em sinais de alerta como: angústia em relação ao uso desse conteúdo e à restrição da capacidade de interação. A criação de redes de desintoxicação de conteúdo pornô online comprova o perigo de dependência, como: RebootNation e NoFap.

Imagine só: não conseguir ir para cama com quem você ama porque, na hora do sexo, você acha muito melhor as sacanagens que vê online? Foi o que aconteceu com Gabe Deem, de 28 anos, que se declarou condicionado a um nível de estímulo sexual irreal proporcionado por sites de pornografia. Gabe, que consumia pornô pela internet desde os 12 anos, diz ter desenvolvido “disfunção erétil pornô-induzida” aos 23.

“Hoje eu vejo a pornografia como algo completamente contra o meu prazer. Quando penso em pornografia, penso em uma coisa não saudável, que vai contra o meu prazer sexual e que vai destruir minha capacidade de curtir o sexo com alguém que eu amo. Porque pornô nunca vai ser uma coisa que eu realmente amo”, disse Gabe em entrevista a Noah B. E. Church, do site AddictedToInternetPorn.com.

Agora veja esse outro dado. Em uma enquete feita recentemente pelo jornal The Japan Times, 36% dos adolescentes com idade entre 16 e 19 anos responderam que não têm interesse em sexo, o dobro do que em 2008. Seria este um reflexo de uma geração que cresceu com pornô acessível, anônimo e gratuito? É isso que pesquisadores da área comportamental e psíquica querem descobrir nesse exato momento.

Para nós, fica a dica.

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