MULHERES
Já conhece a Fernanda, bióloga brasileira ganhadora do ‘Rising Talents’?
O prêmio para talentos promissores é concedido pela Fundação L'Oréal em parceria com a Unesco a 15 jovens cientistas de todo o mundo. Um dos nomes foi Brasil!
Risco de extinção de espécies animais com as mudanças climáticas é tema das pesquisas de Fernanda Werneck.
Fernanda Werneck, bióloga brasileira no INPA (Instituto de Pesquisas da Amazônia), é premiada pelo 'Rising Talents’.

No campo da ciência, a posição feminina nunca teve grande destaque. O filme ‘Estrelas Além do Tempo’ retrata bem o machismo que imperou e continua a imperar neste campo onde os desgastados clichês ainda são bem fortes.

Nascida em Goiânia e formada pela Universidade Federal de Brasília, Fernanda Werneck, de 35 anos, estuda os efeitos das mudanças climáticas na vida animal pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a começar pelos répteis que são mais sensíveis às alterações de temperaturas. Seu doutorado em biologia integrativa foi pela Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, onde continuou seu trabalho pela preservação da biodiversidade que, segundo ela, tem “as respostas de muitos problemas da humanidade”.

Pelo ‘Rising Talents’, Fernanda recebeu uma bolsa de 15 mil euros (cerca de R$ 50 mil) para dar sequência aos estudos sobre os riscos de extinção de espécies animais na Amazônia e no Cerrado brasileiro e a capacidade de adaptação delas. Só para contextualizar a dimensão do feito da Fernanda, apenas 30% dos pesquisadores do planeta são mulheres, como aponta o Boston Consulting Group (BCG). E não pense que nos países desenvolvidos a mentalidade em relação às mulheres cientistas é diferente. Em pesquisa realizada recentemente em diversos países da Europa, identificou-se que mais da metade dos homens europeus ouvidos consideram as mulheres incapazes de tornarem-se cientistas de alto nível. Entre as mulheres europeias entrevistadas, 66% delas tiveram a mesma opinião.

Em entrevista para o portal G1, Fernanda contou algumas frases que ouviu pelo caminho:

“Foi você mesmo quem escreveu isso? Está tão bem escrito.”, “Esse projeto é audacioso demais. Você tem certeza de que vai conseguir dar conta?”.

Para opiniões machistas, ela deu beijinho no ombro, seguiu com as pesquisas e foi reconhecida internacionalmente. A lição que levamos: Não se subestime, seja qual for o seu campo de atuação! A genialidade não é um privilégio, mas uma conquista a base de muito estudo.

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