SUSTENTABILIDADE
Greenwashing: o apelo verde que engana o consumidor
As pessoas estão buscando alternativas de consumo mais sustentáveis e as marcas estão de olho nesse público.
Foto: Shutterstock

A preocupação com o meio ambiente tem se tornado cada vez mais frequente. As pessoas estão buscando alternativas de consumo mais sustentáveis e as marcas estão de olho nesse público. Novos hábitos de consumo impulsionam a procura por marcas mais sustentáveis, mas será que elas realmente se envolvem em causas socioambientais? 

Quando se fala de consumo consciente e sustentável, é preciso estar comprometido com a produção de produtos que possam fornecer as demandas existentes, mas sem prejudicar a natureza no futuro. No entanto, em meio a alta demanda por produtos com o selo ‘sustentável’, algumas marcas estão se comprometendo com a sustentabilidade sem realizá-la. A prática também é conhecida como Greenwashing e vem da expressão “maquiagem verde” ou “lavagem verde”, e acontece toda vez que uma marca se utiliza do apelo ecológico para vender seus produtos. 

Mas se você acha que o ato de consumir fica apenas no aspecto econômico, ele vai muito além disso. De acordo com os dados da Organização das Nações Unidas é fundamental que sejam feitas mudanças na padrão de consumo, já que a degradação ambiental pode contribuir para problemas ambientais, como a desertificação, a perda da biodiversidade, o empobrecimento dos solos, as secas e a escassez de água doce.

Ainda, segundo a Nielsen Company, empresa global de informação, em um estudo realizado em junho de 2019, cerca de 42% dos brasileiros estão mudando seus hábitos de consumo a fim de reduzir seu impacto no meio ambiente e 30% dos entrevistados estão atentos aos ingredientes que compõem os produtos. Além disso, 58% dos entrevistados não compram produtos de empresas que realizam testes em animais e 65% não compram de empresas associadas ao trabalho escravo. O estudo ouviu mais de 21 mil pessoas em 8.240 lares pesquisados. 

Mas quais são os parâmetros reconhecidos para a prática de Greenwashing?

A agência canadense The Choice considera os sete principais sinais de que algo que se vende como sustentável sem ser. 

Sem provas Produtos que se dizem “ambientalmente corretos”, mas não especificam os fatos e dados científicos.

Troca oculta — Ocorre quando uma questão ambiental é enfatizada em detrimento de outras preocupações potencialmente mais sérias.

Vagueza e imprecisão — Uso de expressões mal definidas e amplas, como o uso de termos vagos como “sustentável” e “amigo do meio ambiente” em embalagens, sem fornecer qualquer detalhe.

Irrelevância — Apelo que pode ser verdadeiro, mas não é relevante para o consumidor que procura um produto com vantagem ambiental.

Menor de dois males — Ocorre quando o apelo ambiental pode ser verdadeiro, mas distrai o consumidor de impactos ambientais maiores

Lorota  — Embalagens que contêm declarações e reivindicações que são simplesmente falsas. 

Adorando falsos rótulos  — Quando há falsa sugestão ou imagem que parece um selo para induzir os consumidores a pensar que o produto possui certificação de terceiros e se tratar de produto “verde” – por exemplo, uma embalagem com imagem de lâmpada que afirma economia de energia, com um certificado que não é oficial ou conferido por entidade confiável.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) tem um guia completo para te ajudar a desvendar os selos, fugir do Greenwashing e ficar de olho nas marcas. Visite https://idec.org.br/greenwashing

 

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