MENTE SÃ
A meditação e a louca sabedoria de David Bowie que poucos conhecem
você também não sabia que Bowie meditava diariamente? Sim! Como muitos outros gênios como Steve Jobs, Gisele Bündchen, Oprah Winfrey e tantos mais.

Nem todos sabem, mas David Bowie quis dedicar sua vida à prática da meditação e chegou a manifestar sua vontade de tornar-se monge. “Eu estava à menos de um mês de ter minha cabeça raspada, e de tomar os votos para me tornar um monge.”, já disse Bowie em uma de suas entrevistas. Mas, como a história conta, ele estava dividido e então procurou Trungpa para pedir aconselhamento. A resposta do guru ao famoso jovem foi a de que ele deveria continuar na música, pois desta forma ele poderia causar maior benefício.

O budismo estava se expandindo naquele lado do Atlântico, atraindo um nova geração de praticantes. Um deles era David Bowie que havia começado a frequentar o Samye Ling, na Escócia, por inspiração de seu amigo e colaborador, Tony Visconti, bem como de sua namorada na época, Hermione Farthingale.

Chögyam Trungpa Rinpoche, guru de Bowie. (Foto: Web)

Chögyam Trungpa Rinpoche, guru de Bowie. (Foto: Web)

Chögyam Trungpa Rinpoche era um tibetano ficava entre a Escócia e o estado de Vermont nos Estados Unidos, onde tinha uma casa de fazenda e promovia muitos retiros no final da década de 60. Trungpa tinha deixado a vida de monge, casado e se estabelecido entre um corpo crescente de estudantes inspirados por sua maneira livre de apresentar o budismo. Era uma atmosfera de festival condizente com a era hippie.

Há inclusive, no YouTube, o documentário que conta a história de Chögyam Trungpa Rinpoche. Ele descrevia o princípio da “louca sabedoria” como: “um estado mental inocente que tem a qualidade de manhã cedo – fresca, cintilante e completamente desperta.”

O filme apresenta a trajetória deste grande mestre que influenciou uma geração inteira de buscadores espirituais nos Anos 70 e se tornou um dos maiores fundadores do Budismo Tibetano no Ocidente, principalmente nos Estados Unidos, onde morou por vários anos e fundou templos e a Naropa University.

David Bowie descobriu o budismo no início da adolescência, quando estava com 19 anos. Um livro que ele declarou como influente na época foi Sete Anos no Tibet.  Heinrich Harrer, o autor do livro, foi um dos primeiros ocidentais a passar algum tempo no Tibete. A canção Silly Boy Blue foi inspirada pelas descrições de Harrer sobre Lhasa e o Palácio de Potala. E Wild-Eyed Boy from Freecloud relatava um cenário em que um “garoto selvagem” traz a ira da antiga natureza sobre uma aldeia de invasores terríveis, a letra era um murmúrio da morte. Um monge sangra na neve, observa o céu escurecer e faz uma última prece.

E então, vamos meditar inspirados por Bowie?

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