TENDÊNCIA
“Meu escritório é na praia”: Frase cada vez mais comum, entenda o motivo
Redução de custos da empresa, mobilidade dos profissionais e, sim, mais produtividade (por que não?). Com menos idas e vindas fica melhor para todos.

Encontrar novas formas de trabalho é um movimento corporativo mundial, é o New Way to Work que estimula a integração entre a vida pessoal e profissional. Muitos profissionais e empresas já acompanham a tendência e os números de home office não param de crescer. São autônomos, freelancers, contratados temporariamente e pequenos empreendedores cuidando melhor de casa, da família e de si.

O Top Employers Institute identificou que 37% das empresas brasileiras já possuem programas de home office (a média mundial é de 44%). Estão nessa conta alguns setores da administração pública e bancos. O interessante saber é que, no ano passado, eram apenas 19%. Para também fazer parte dessa estatística, a Associação Brasileira de Franchising diz que os negócios home office correspondem a 4% do total das franquias.

Para a empresa é redução de custos. Para o profissional é, entre outras coisas, o aumento da qualidade de vida apenas por eliminar o tempo perdido no deslocamento entre casa-trabalho. O que a gente nem imagina é que esse tempo gasto no trânsito gerou prejuízo de 62 bilhões para o Brasil em 2015, segundo o Instituto de Economia da Fundação Getúlio Vargas.

E flexibilidade é o que pesa na balança dos profissionais. A empresa de TI Unify entrevistou alguns profissionais e identificou que 43% deles preferem um lugar flexível para trabalhar e 36% estariam dispostos a mudar de emprego se a oferta for de maior flexibilidade em relação ao local de trabalho.

Nomadismo digital

Graças à tecnologia, profissionais de diversas atividades já podem executar o trabalho de casa, de um café, da beira da praia, de qualquer lugar do mundo por smartphones, tablets ou notebooks conectados à internet. Para atender a esta demanda, já existem hoje 238 espaços para trabalho remoto, os chamados coworking, espalhados pelo Brasil de acordo com o site de economia criativa Ekonomio. Na web, há sites dedicados a quem deseja trabalhar viajando, como o Remote Year e muitos outros.

Aos profissionais que acompanham a maré foi dado o nome de nômades digitais, eles trabalham de qualquer lugar (devidamente equipados) e viajam muito por conta disso. Pensando o trabalho como atividade e não local, fica fácil de entender a nova dinâmica

Pontos positivos

Sem gasto de tempo, dinheiro e energia com o deslocamento diário até o escritório;

Mais tempo, mais produtividade para focar na qualidade do trabalho;

Flexibilidade para estar mais com os filhos, cuidar da casa e de si.

Pontos a considerar

É necessário ter muita disciplina para gerir a independência no dia a dia;

Investir em equipamentos é fundamental;

Ter que preparar a própria comida e lavar a louça que sujar é o mal do home office;

Controle financeiro será um dos grandes desafios.

Quer uma história real para se inspirar? Conheça o blog Escritório na Mochila da jornalista Fernanda Nogas que, nesse momento, está em…

Fernanda Nogas

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