AMOR
Relacionamento: como não cair em descontentamento?
O psicólogo Eli Finkel foi buscar explicação para o declínio na satisfação das pessoas com seus casamentos e notou o ponto-chave: oferta e procura emocional.
Relacionamentos que dão certo.
Psicólogo investiga o que ajuda a manter casais unidos. (Foto: Shutterstock)

Oferta e procura emocional é desejar no cônjuge o companheirismo e apoio emocional que antes tínhamos em famílias maiores e no hábito mais comum por instituições locais como igrejas e clubes. Com a vida corrida, entre trabalho e filhos, muitos casais passam pouco tempo juntos, dando vez aos sentimentos, às emoções ao estarem na condição de namorados.

Para que não haja descontentamento no relacionamento, o psicólogo Eli Finkel seguiu a lógica de aumentar a oferta para não diminuir a procura, ou seja, importante encontrar tempo para se dedicar à satisfação da outra pessoa.

Autor do livro The All or Nothing Marriage (em tradução livre, “O Tudo ou Nada do Casamento”), Finkel chama de “ferramentas do amor” alguns hábitos saudáveis no dia a dia do casal. Praticá-los evitaria a estagnação e até o fim do relacionamento no qual ainda há amor.

Relacionamento: Ferramentas do amor

Toque do cônjuge

Tocar com carinho e amor, mesmo sem intenção, gera confiança em ser amado pela pessoa.

Interpretação mais light

Se a pessoa não retornou a sua ligação ou não correspondeu algo como você imaginava, pesquisadores notaram que uma das diferenças entre casais felizes e infelizes é o estilo compreensivo de um com o outro.

Preste bem atenção no que os estudiosos identificaram e pense mais antes de partir para o chilique: quando algo der errado, antes de culpar, pense em explicações possíveis, pense em situações externas e temporárias, como “um dia de trabalho puxado” em vez de “ele (a) não se preocupa comigo”. Perceba a situação do ponto de vista de fora.

Ao longo de 2 anos, foi perceptível a satisfação marital entre os casais que praticavam este desprendimento. Já o grupo que ficava no “quem está mais certo” demostrou queda nessa satisfação.

Gratidão

Uma vez por semana, anotar o que o cônjuge faz para “investir no relacionamento” faz com que haja mais gratidão em relação ao cônjuge. Fazer o mesmo exercício de escrever seus próprios feitos gera mais comprometimento.

Aceitar elogios

Um dos fatores mais comuns nos casamentos fracassados analisados foi a “sensibilidade à rejeição” de um dos parceiros, diretamente relacionada à autoestima. Com ela baixa, a pessoa tende a não achar que é amada de verdade e isso gera um certo afastamento defensivo na tentativa de evitar uma imaginada possível rejeição.

Pequenas vitórias

Empolgue-se com as conquistas do outro, mesmo quando aparentemente pequenas. O exercício sugerido é usar essa técnica nas conversas noturnas, criando proximidade.

Vamos colocar em prática?

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