SAÚDE
Setembro amarelo é o mês de conscientização e prevenção ao suicídio
O assunto ainda gera muito preconceito causados, sobretudo, pela falta de informação.
(Foto: Divulgação/Caps)

Falar de suicídio nunca é uma conversa fácil. E por isso mesmo campanhas como o “Setembro Amarelo” surgiram para conscientizar a população sobre a importância da prevenção aos novos casos, que geralmente são ocasionados por depressão. A iniciativa nasceu em 2014 através da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e Conselho Federal de Medicina (CFM).

O mês é dedicado ao tema, já que no dia 10 de setembro é o Dia Internacional de Prevenção ao Suicídio. O assunto ainda gera muito preconceito causados, sobretudo, pela falta de informação. Hoje o suicídio é uma questão de saúde pública. No ano de 2016, por exemplo, a Organização Mundial de Saúde (ONU) divulgou um relatório revelando que, a cada 40 segundos, uma pessoa se suicida e também que em cada dez casos, as mortes poderiam ser evitadas. Além disso, no Brasil o suicídio está como a quarta maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.

Mas uma boa notícia é que a assistência psicossocial tem papel fundamental quando o assunto é prevenção. Dados do Ministério da Saúde apontam que em locais que existe a presença de Centros de Apoio Psicossocial (CAPS) o risco de novos casos de suicídio reduziram em até 14%.

“O tema envolve a falta da informação de que a pessoa que comete suicídio quer resolver uma dor indizível. Na verdade, ela não pensa em prejudicar os demais com sua ausência, porque sua enorme dor “urge”. Nem mesmo a medicação psicotrópica, apesar de necessária em alguns casos, resolve o problema do indivíduo que está deprimido e pensa em dar fim à vida, pois a carência é emocional e demanda tratamento psicológico”, disse a psicóloga Fernanda Faour.

O suicídio envolve diversas questões e fatores de risco, entre os principais estão a depressão, alcoolismo, dor crônica, questões sociodemográficas, perdas recentes e outros. No Brasil, atualmente, existem cerca de 2.463 unidades de CAPS, e no último ano foram habilitadas 146 unidades de apoio psicossocial. O Ministério da Saúde pretende com elas atingir a meta de reduzir em 10% os óbitos por suicídio até o ano de 2020.  

Essas unidades de apoio são fundamentais para aqueles que buscam apoio. Se você está com problemas ou conhece alguém que esteja passando, pode indicar telefones úteis em que essas pessoas podem ser ajudadas.

Em 1º de julho de 2018, a ligação para o 188 número do Centro de Valorização da Vida (CVV) passou a ser gratuita em todo o país, graças a uma parceria com o Ministério da Saúde. O CVV também disponibiliza atendimento presencial, por e-mail e chat 24 horas todos os dias.

O Centro de Valorização da Vida tem por objetivo realizar o apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar sobre o assunto.

(Foto: Divulgação/Caps)

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