SEXO NA GRAVIDEZ
Fomos ao ginecologista saber: Transar durante a gestação faz bem?
É muito comum que o casal sinta-se inseguro. Mas o fato de a mulher estar grávida não deve impedir que o sexo faça parte do seu dia a dia.

Normalmente, o sexo não interfere na saúde do bebê, que se encontra protegido pelo útero e pela bolsa amniótica. Por isso, quando a gestação é normal e o pré-natal corre bem, o casal deve preservar os momentos de namoro.

Sexo na gravidez

A abstinência sexual temporária pode ser recomendada pelo obstetra em situações de risco, como nos sangramentos ou quando há ameaça de parto prematuro, assim como devem ser suspensas, em períodos de risco, as atividades com esforço físico.

Não existindo motivos médicos para suspender o sexo, é importante perceber que não há um padrão normal de desejo ou de resposta sexual durante a gravidez. Há mulheres que perdem completamente o desejo, enquanto outras experimentam melhorias significativas na função sexual. Por isso, é fundamental que o casal se respeite e converse sobre o assunto.

Dificuldades impostas pelo “barrigão” crescente podem ser resolvidas com uso da criatividade. Certamente, as posições sexuais devem mudar ao longo da gravidez, sempre privilegiando o conforto da mulher e sem apertar o bebê.

Sexo na gravidez pode ajudar a ser parto normal

Quando o parto está próximo, as relações sexuais podem estimular a ocorrência de contrações uterinas, que, em geral, não oferecem risco à gravidez, desde que não existam condições favoráveis à prematuridade. Na verdade, nas gestações normais, acredita-se que propriedades químicas do sêmen e a liberação de ocitocina na circulação materna possam até mesmo concorrer para o sucesso do parto vaginal.

Depois do nascimento

Nessa fase, a mulher tem seus instintos voltados para o bebê e é bem mais comum que o sexo seja deixado em segundo plano. Aos maridos, pede-se compreensão, pois o estado hormonal dirige-se à produção do leite e esse adormecimento da função sexual pode durar, em graus variados, todo o período de amamentação. Além do mais, cerca de seis semanas é o tempo necessário para que o corpo materno volte ao normal.

 

Bruno Ramalho Perfil

Dr. Bruno Ramalho é ginecologista e obstetra, especialista em Fertilidade, Reprodução e Saúde da Mulher. Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH) e da International Society for Fertility Preservation (ISFP).

 

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