FILHOS
Tecnologia na infância: Isso mexe com a cabecinha deles?
Óbvio! Parece que a gente esquece que nossos circuitos neurais também evoluem. Então lógico que estímulos tecnológicos afetam o cérebro deles.

Crianças e adolescentes que chegaram ao mundo depois da internet têm habilidades naturais que muitos de nós, nossos pais e avós não tinham na idade deles. Cientificamente, está comprovado que os “nativos digitais”, como são chamados quem é das gerações digitais, têm um raciocínio mais rápido.

Um estudo científico do centro francês de pesquisa CNRS-La Sorbonne usou ressonância magnética e eletroencefalograma de alta densidade para analisar o cérebro de crianças e adolescentes que são nativos digitais. De fato o córtex pré-frontal dessa geração multitelas é mais ativo e com outra configuração de aptidões cerebrais.

Hoje, é olhos e dedo: um caminho bem curto. A neuroplasticidade do cérebro responde a estímulos até então inéditos para a humanidade. Estamos falando de outro tipo de reflexo na memória, na atenção e na nossa capacidade de resposta de gerações superinformadas, multitarefas e que tomam decisões de forma mais rápida porque o raciocínio está mais rápido.

Ninguém sentou para explicar a eles o que é tecnologia ou onde aperta. As crianças das gerações digitais são mais autônomas e autodidatas por serem as primeiras a interagirem com tanta tecnologia no dia a dia.

Agora, você já sabe o que pensar quando vir em restaurantes, praças e festas crianças bem pequeninas brincando com tablets e celulares dos pais: “Será que isso mexe com a cabecinha deles?”. A resposta é sim. Por isso é importante que esta exposição à tecnologia não aconteça antes dos 3 anos de idade, quando momentos de interação social, face a face, ajudam no desenvolvimento da percepção do mundo e das relações. Alguns aprendizados temos apenas diante da presença do outro.

O acesso prematuro à tecnologia pode prejudicar a reflexão, o autocontrole e o desenvolvimento de habilidades sociais segundo o estudo. O resultado disso tudo ainda não se sabe, apenas será possível avaliar quando as crianças de hoje forem adultas. Excesso é o perigo. Uma metáfora bem interessante foi usada pelo neurocientista João Figueiró para falar de tecnologia na infância: “Não se deve dar uma feijoada para um bebê”.

A Academia Americana de Pediatria não recomenda tecnologia na primeira infância que é de 0 a 3 anos. Dos 3 aos 12 anos, a recomendação é de que a criança fique em contato com telas por um período de, no máximo, 2 horas por dia. Agora pasmem mamães: 8 minutos de videdogame, principalmente com jogos violentos, produzem a mesma quantidade de dopamina que uma pequena dose de cocaína (#CHOCADA!).

Sem supervisão e limites, podemos ter problemas no futuro. A China declarou dependência de internet como uma questão de saúde pública. Lá, existem mais de 400 centros de reabilitação para “desintoxicar” adolescentes entre 13 e 18 anos.  Logo, precisamos ficar bem atentos com a tecnologia na vidinha deles <3

Sinais de alerta para o excesso de tecnologia

Distúrbio do sono;

Queda do rendimento escolar;

Olhos secos;

Dores nas costas e problemas posturais;

Agressividade e alterações de humor diante de limite de tempo de uso.

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