FILHOS
Acabou a folga ou ela nem veio? Filhos e vida sexual: é preciso conciliar
As crianças demandam muita atenção, fato. São o grande motivo das vidas dos pais que gostariam de também ter mais energia para algumas outras áreas da vida.
Rotina, crianças em casa, sexo após a maternidade.
Vida sexual após a chegada dos filhos. (Foto: Pexels)

Com filhos pequenos, a maioria dos casais é engolida pela rotina e pelas atividades incessantes com os pequenos. O afastamento sexual após a maternidade acontece em muitas casas, saiba que nesta fase é preciso estar atento em relação à vida de casal. Esquecer um do outro é muito comum. A família vira prioridade e o casal fica desnutrido de afeto, envolvimento, beijo, aconchego, cheiro, pele, toque, conversas, risadas, cumplicidade…

É preciso acender o sinal vermelho e iniciar a reformulação da maneira como se está vivendo a vida. Dentro da realidade de cada casal, é importante descobrir uma forma de promover o reencontro. Se não há familiares que possam ficar com as crianças, se não podem pagar por uma babá, ainda assim é possível encontrar alternativas para dar atenção um ao outro.

Que tal um banho rápido onde possam lavar as costas um do outro? Que tal um beijo demorado, que não seja um selinho? Que tal uma massagem enquanto os pequenos dormem? Muitos pais se culpam por momentos a dois, como se estivessem deixando as crianças “de lado”. Entretanto, se esquecem que os filhos crescem e fazem a própria vida.

O diálogo deve ser franco entre o casal. Pode ser que a afinidade, o entendimento, a cumplicidade tenham ido embora muito antes da chegada dos filhos. Neste segundo caso, o trabalho para resgatar um ao outro, se ainda possível, será infinitamente maior.

Lembrem-se de que tudo o que os filhos precisam é de exemplo, precisam ver pai e mãe se amando, se curtindo, se respeitando, precisam aprender como um relacionamento saudável acontece, aprendendo sobre autonomia, sobre ir e voltar, sobre dar e receber carinho, sobre abraçar e soltar.

Viver feliz como casal é um dos maiores legados que se pode deixar para um filho. Mas isto só será possível se houver um grande e diário investimento a dois. Resgatando aquele casal que já foi apaixonado, encantado, que tinha riso frouxo, calor no toque e beijo molhado. Pense nisso!

Gostou do texto? Ele é da psicóloga especialista em Sexualidade Humana, pela Universidade Federal de São Paulo USP/SP, Ana Luiza Garcia. Integrante da equipe do Sexo Sem Dúvida, ela é terapeuta sexual formada em Terapia de Casal pelo Instituto de Terapia e Centros de Estudos da Família INTERCEF/PR com mais de 12 anos de experiência clínica.

Psicólogo, terapeuta Sexual e co-fundador do portal Sexosemduvida.com, pós-graduado em Terapia Sexual pelo Instituto Brasileiro de Sexologia e Medicina Psicossomática de São Paulo (ISEXP/SP) e pela Faculdade de Medicina do ABC-São Paulo/SP. Com especialidades em Sexualidade, Orientação e Terapia Sexual e de Casal .